Claro que sim.
No meio evangélico, nem todos demonstram uma postura favorável em relação à filosofia,citando a advertência de Paulo em Colossenses 2.8, que diz: “Cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias...”.
Alguns ficam duvidosos sobre a maneira como se comportarem diante da filosofia. Alguns têm seguido Tertuliano, um dos pais da Igreja: “O que tem Atenas a ver com Jerusalém? Que concordância há entre a academia e a Igreja?”. Outro têm seguido Tomás de Aquino e encarado a filosofia como proveitosa, “servente para a teologia”.
Eu tenho alguns livros de filosofia em casa. Gosto de estudar a filosofia (do grego Φιλοσοφία: philos - que ama + sophia - sabedoria, « que ama a sabedoria »).
A filosofia consiste no estudo das características mais gerais e abstratas do mundo e das categorias com que pensamos. Pensamento vem da palavra Epistemologia "Episteme" significa "ter ciência" "logia" significa estudo.
Didaticamente, a Filosofia divide-se em:
* Epistemologia ou teoria do conhecimento: trata da natureza crença, da justificação e do conhecimento.
* Ética: trata do certo e do errado, do bem e do mal.
* Filosofia da Arte ou Estética: trata do belo.
* Lógica: trata da preservação da verdade e dos modos de se evitar a inferência e raciocínio inválidos.
* Metafísica ou ontologia: trata da realidade, do ser e do nada.
No versículo citado, Paulo está claramente atacando uma forma peculiar de crença, mas é impossível identificá-la. Eu posso relacionar com qualquer uma das grandes escolas de filosofia conhecidas por nós do mundo greco-romano. A palavra grega filosofia (e seu cognato em latim) tinha uma variedade de significados na época de Paulo, dependendo do contexto, poderia ser traduzida para “religião”, “especulação” ou “investigação”.
Eu não acredito que Paulo está rejeitando o estudo da filosofia em Colossenses 2.8, mas, mesmo assim, essa passagem contém uma importante advertência que os cristãos precisam observar com atenção. Muitas vezes, o que separa a verdadeira sabedoria da falsa sabedoria é uma linha tênue que pode ser facilmente obscurecida por pessoas com motivos errados. A advertência de Paulo contra a “sabedoria deste mundo” (1Colossenses 1.20) deve servir para nos manter atentos aos perigos de rigorosas buscas intelectuais por conhecimento. Os cristãos precisam compreender os argumentos de quem pensa diferente e devemos estar preparados no mundo das ideias (a exemplo de Paulo, em Atenas), mas também precisam ser cuidadosos, a fim de não tirarem seus olhos daquele que é o Autor e Consumador da nossa fé (Hebreus 12.2).
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
No que acreditam os dispensacionalistas?
Eu não sou dispensacionalista. Não acredito no que eles acreditam.
Entre os dispensacionalistas há uma grande diferença de opinião, e qualquer tentativa de entender os pontos de vista deles será um fracasso. A maioria dos evangélicos e quase a totalidade dos pentecostais são dispensacionalistas. Entenda que o que apresento é o ponto de vista da maioria (mas não de todas) pessoas evangélicas.
Você sabe que quando Jesus retornar, não só os incrédulos, mas também os crentes, ainda estarão na terra (1Tessalonicenses 4.15,17).
E o que acontecerá a estes crentes que permaneceram e aos que já tiverem morrido?
Os dispensacionalistas apelam para Gênesis 5.21-24; João 14.1-3; e 1 Tessalonicenses 3.11-13, em defesa de suas teorias relativas ao arrebatamento.
Os dispensacionalistas acreditam em duas segundas vindas de Cristo. Eles acreditam, que haverá uma primeira segunda vinda a qual eles dão o nome de “arrebatamento”, e uma segunda segunda vinda, a qual eles dão o nome de “revelação”. Em defesa da primeira segunda vinda eles apelam a Gênesis 5.21-24 e a João 14.1-3, e em defesa da segunda segunda vinda eles apelam a 1 Tessalonicenses 3:11-13. Portanto, eles falam de uma vinda de Cristo “para” os seus santos (o arrebatamento), e uma vinda “com” os seus santos (a revelação). Estas duas vindas estão, supostamente, separadas por um intervalo de sete anos.
Os dispensacionalistas nos falam que o arrebatamento será invisível e inaudível. Digamos que um dispensacionalista projete seus pensamentos para o futuro, e produza um jornal – quer dizer, um “extra” – como ele pensa que será a imprensa um dia depois da primeira segunda vinda de Cristo ? Este jornal descreve um homem que, ao despertar, descobre, para seu terror, que sua esposa não está mais ao seu lado na cama. Também sua filha desapareceu misteriosamente. Por toda parte da cidade desapareceram sem deixar vestígios. Estes são os verdadeiros crentes, que foram arrebatados para que durante sete anos eles possam desfrutar de supremo regozijo com o seu Senhor no céu. Isto é chamado de “as bodas do Cordeiro”.
Agora, na terra, durante estes mesmo sete anos, o Senhor começa a tratar novamente com os judeus. Eles voltam ao seu próprio país. Embora, no princípio, muitos deles sirvam ao Anticristo, eles (ou muitos deles) subseqüentemente vêem seus erros e aceitam a Cristo. Mas isto significará grande tribulação para eles (alguns deles serão mortos até mesmo pelo Anticristo, de forma que, quando os sete anos terminarem, terá de haver uma ressurreição dos santos da tribulação).
Quando o sete anos (a septuagésima semana de Daniel 9.27) terminarem, Cristo e os seus redimidos retornarão do céu para a grande batalha, ou seja, o Armagedom. Esta é a vinda “com” os santos (1Tessalonicenses 3.13). Eles caem sobre o Anticristo e suas hostes, para a libertação daqueles que, durante os sete anos de tribulação, foram convertidos.
Entre os dispensacionalistas há uma grande diferença de opinião, e qualquer tentativa de entender os pontos de vista deles será um fracasso. A maioria dos evangélicos e quase a totalidade dos pentecostais são dispensacionalistas. Entenda que o que apresento é o ponto de vista da maioria (mas não de todas) pessoas evangélicas.
Você sabe que quando Jesus retornar, não só os incrédulos, mas também os crentes, ainda estarão na terra (1Tessalonicenses 4.15,17).
E o que acontecerá a estes crentes que permaneceram e aos que já tiverem morrido?
Os dispensacionalistas apelam para Gênesis 5.21-24; João 14.1-3; e 1 Tessalonicenses 3.11-13, em defesa de suas teorias relativas ao arrebatamento.
Os dispensacionalistas acreditam em duas segundas vindas de Cristo. Eles acreditam, que haverá uma primeira segunda vinda a qual eles dão o nome de “arrebatamento”, e uma segunda segunda vinda, a qual eles dão o nome de “revelação”. Em defesa da primeira segunda vinda eles apelam a Gênesis 5.21-24 e a João 14.1-3, e em defesa da segunda segunda vinda eles apelam a 1 Tessalonicenses 3:11-13. Portanto, eles falam de uma vinda de Cristo “para” os seus santos (o arrebatamento), e uma vinda “com” os seus santos (a revelação). Estas duas vindas estão, supostamente, separadas por um intervalo de sete anos.
Os dispensacionalistas nos falam que o arrebatamento será invisível e inaudível. Digamos que um dispensacionalista projete seus pensamentos para o futuro, e produza um jornal – quer dizer, um “extra” – como ele pensa que será a imprensa um dia depois da primeira segunda vinda de Cristo ? Este jornal descreve um homem que, ao despertar, descobre, para seu terror, que sua esposa não está mais ao seu lado na cama. Também sua filha desapareceu misteriosamente. Por toda parte da cidade desapareceram sem deixar vestígios. Estes são os verdadeiros crentes, que foram arrebatados para que durante sete anos eles possam desfrutar de supremo regozijo com o seu Senhor no céu. Isto é chamado de “as bodas do Cordeiro”.
Agora, na terra, durante estes mesmo sete anos, o Senhor começa a tratar novamente com os judeus. Eles voltam ao seu próprio país. Embora, no princípio, muitos deles sirvam ao Anticristo, eles (ou muitos deles) subseqüentemente vêem seus erros e aceitam a Cristo. Mas isto significará grande tribulação para eles (alguns deles serão mortos até mesmo pelo Anticristo, de forma que, quando os sete anos terminarem, terá de haver uma ressurreição dos santos da tribulação).
Quando o sete anos (a septuagésima semana de Daniel 9.27) terminarem, Cristo e os seus redimidos retornarão do céu para a grande batalha, ou seja, o Armagedom. Esta é a vinda “com” os santos (1Tessalonicenses 3.13). Eles caem sobre o Anticristo e suas hostes, para a libertação daqueles que, durante os sete anos de tribulação, foram convertidos.
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